A CHEGADA DOS POLÍGONOS NO MUNDO DOS GAMES

20/12/2017

Houve uma época muito, muito remota em que os vídeo games tinha uma certa limitação, mas tudo era muito bonito e a jogabilidade agradável. Foi então que em meados dos anos 90, surgiram os primeiros jogos com um diferencial que encheu os olhos dos jogadores e revolucionou o mercado da época. Essa novidade era a possibilidade de usar cenários em 3D e personagens poligonais.

É impossível imaginar o atual mercado de games, com orçamentos comparados aos de filmes de Hollywood, sem a utilização das tecnologias de modelagem para criar mundos,  personagens e contar grandes histórias. Mas no início, parece ter havido uma ordem geral de “transformem tudo em 3D!” e poucas foram as franquias que não se renderam aos novos moldes. Algumas até que acertaram, mas outras erraram feio no começo.

Sonic Jam

(Sega/Tiger Eletronics)

Vamos começar pelo nosso querido ouriço azul. Sonic protagonizou diversos jogos em duas dimensões e sempre foi conhecido pela alta velocidade em que as fases se desenvolviam. Em 1997, a Sega apostou no novo mercado com Sonic Jam para o Sega Saturn. Não foi a primeira vez que Sonic saiu dos moldes originais, afinal de contas, já existia o Sonic 3D Blast para Mega Drive/Sega Saturn e Sonic Labyrinth para Game Gear, mas não eram 3D real. Houve uma perda enorme na velocidade do personagem e as fases deixaram de ter a característica de pegar tudo o que puder o mais rápido possível, passando a ser um gameplay quase que de exploração do cenário, seguindo os moldes de Sonic 3D Blast.

Super Mario 64

(Nintendo)

Encabeçando a lista dos bons jogos, temos Super Mario 64, de 1996. Este título veio para mostrar do que o Nintendo 64 era capaz, além de ter sido importantíssimo para definir o perfil de vários jogos desse console, inclusive o grande clássico The Legend of Zelda: Ocarina of Time, que aproveitou muitos de seus elementos. É claro que o gameplay mudou completamente desde seus jogos para Super Nintendo e NES, mas mesmo assim, conseguiu agradar a grande maioria dos fãs, sendo um grande sucesso e um dos maiores responsáveis, senão o maior, pela mudança do mercado.

Megaman Legends

(Capcom)

Em 1997 foi lançado Megaman Legends, um jogo que até hoje eu não consigo entender muito bem. Em alguns momentos parece que o jogador foi transportado para um Wolfeinstein 3D inacabado. Os cenários são extremamente pobres e a jogabilidade peca bastante. Em certos momentos, fica difícil saber até mesmo onde estão os inimigos e por muitas vezes a câmera entra nas paredes. Esse é um caso em que o jogo perdeu bastante da identidade e não lembra nem de longe os anteriores. Posso parecer um pouco radical, mas na época eu só consegui jogar por alguns minutos.

Street Fighter EX

(Capcom/Arika/Virgin Interactive)

Depois do lançamento de Virtua Fighter e Tekken, em 1996 a franquia Street Fighter ganhou seu primeiro título com gráficos em 3D. Street Fighter EX possui uma boa jogabilidade com a movimentação seguindo os moldes clássicos, ou seja, nada de andar para as laterais. A Capcom fez um bom trabalho com as câmeras do jogo, utilizando zoom em algumas situações e mostrando outros ângulos nos replays após o nocaute.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time

(Nintendo)

Considerado por muitos o melhor jogo de todos os tempos, The Legend of Zelda: Ocarina of Time foi lançado em 1998 e fez um sucesso absurdo. A franquia já era muito forte e a adaptação da vista superior um ambiente 3D seria relativamente fácil, mas existia algo que poderia ter dado muito errado: o combate. Esse problema foi sanado de forma magnífica com a adição do sistema de fixação de alvo, permitindo, de forma rápida, atacar com espada, defender, trocar de alvo e usar armas de longa distância.

Mortal Kombat 4

(Midway Games/Backbone Entertainment/Eurocom)

Mais um representante dos jogos de luta que fez a migração para o ambiente 3D foi Mortal Kombat 4, de 1997. O título manteve a maior parte dos elementos dos jogos anteriores, com uma movimentação padrão em 2D e dois botões que permitiam realizar esquivas para as laterais, mudavam o direção da luta. Um ponto alto da câmera foi o “fatality” ser mostrado em ângulos diferentes do habitual. A parte bizarra fica por conta das cabeças gigantes – do tamanho de um tronco humano – que ficavam no chão para serem arremessadas contra o adversário e das armas gigantes que saíam das costas dos personagens. A partir desse jogo, as imagens digitalizadas de atores reais para compor os personagens foram abandonadas pela franquia.

Donkey Kong 64

(Nintendo/Rare/Ultimate Play the Game)

Há quem goste muito de Donkey Kong 64, lançado em 1999. Mas essa versão não chegou a ser um clássico como as do Super Nintendo. O jogo segue os moldes de Mario 64 e não chega a ser um jogo ruim, mas quando comparada com os da geração anterior, percebe-se que não possui a mesma dinâmica e não precisa de tanta habilidade para chegar ao final. Um ponto marcante da franquia que foi abandonado é sensação de controlar o personagem. Durante o gameplay você realmente sentia que estava controlando um gorila bem pesado, algo que não aconteceu mais.

Castlevania (64)

(Konami)

Para fechar a nossa listinha, temos Castlevania 64, de 1999. Um jogo com diversos problemas de jogabilidade e de câmera, que chegam a tirar a diversão do jogador pela frustração que causam, além de ter abandonado a jogabilidade clássica.
Mas pelo menos, fomos presenteados com as belas caveiras de moto da foto ao lado.

O que você achou?
Faltou algum jogo na lista?

Deixe sua opinião nos comentários.

Versus Podcast © 2017