AFROFUTURISMO

26/11/2018

O afrofuturismo é uma estética cultural que combina elementos de ficção cientifica, realismo mágico, história e mitologia africana. Ele se manifesta em várias áreas, como literatura, música, pintura, moda, histórias em quadrinhos e cinema (que popularizou o conceito através do filme Pantera Negra).

A estética cultural surgiu na década de 60 em paralelo com a comoção da cultura Beatnik, que era forte entusiasta de ritmos afro-americanos. Um dos pioneiros do afrofuturismo foi o compositor de jazz e poeta Herman Poole Blount, que usava o pseudônimo Sun Ra. Apenas em 1994 o conceito se tornou, de fato, um movimento cultural, graças ao escritor americano Mark Dery que trouxe, para um ensaio, a definição da estética futurista afro. Originalmente, o termo nasce a partir de uma análise da cena cultural-literária dos Estados Unidos quando Mark Dery questiona a ausência de autores afro-americanos na ficção científica.

O ambiente que surge da desordem entre o fim das guerras civis na África e a reconstrução das cidades atingidas fizeram com que artistas africanos como Kia Henda e Nástio Mosquito criassem suas próprias interpretações. O afrofuturismo é uma ficção especulativa que trata dos temas afro-americanos e aborda suas preocupações no contexto da “tecnocultura” do século 20.

Referência na ficção científica afrofuturista brasileira, o escritor Fábio Kabral afirma que o afrofuturismo é para todos desfrutarem, sem distinção. Ele diz que seu livro “Ritos de Passagem” é para todos lerem: pretos, brancos, asiáticos… qualquer um.

O afrofuturismo vem para quebrar paradigmas e valorizar a cultura africana negra ao pegar elementos do passado para criar mundos futuros avançados. Ele traz uma proposta tão simples quanto complexa: pensar em um futuro em que pessoas negras existam. A youtuber Nátaly Neri acredita que, mais do que falar sobre um mundo fictício, pensar em pessoas negras no futuro é criar esperança para o presente.

 

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