DE VOLTA AO PLANETA DOS MACACOS! | DONKEY KONG 3: DIXIE KONG’S DOUBLE TROUBLE!

16/01/2018

Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble! é um jogo de plataforma, desenvolvido em 1996 pela Rare e publicado pela Nintendo para o Super Nintendo Entertainment System.

Depois de uma excelente estreia e um segundo título que, na minha opinião, é ainda melhor, o terceiro jogo da franquia Donkey Kong Country foi colocada em um nível elevadíssimo. Mas infelizmente, o jogo apresenta pouquíssima inovação, se comparado ao seu antecessor.

 

A história do jogo tem a mesma temática dos DKC, salvar alguém que foi sequestrado, só pra variar…
Desta vez os escolhidos do ano são Donkey e Diddy (risos), que foram pescar para comemorar a vitória sobre o K.Rool, mas não voltaram.
Algum tempo depois, os Kongs descobrem que nossos heróis foram raptados por uma figura misteriosa chamada KAOS, que é na verdade um robô secretamente controlado por K. Rool,
conhecido como Barão K. Roolenstein neste jogo e a tarefa de resgatá-los no Kremisfério Norte fica a cargo de Dixie e Kiddy, os protagonistas dessa aventura.

 

No Kremisfério Norte, o jogador vai encontrar os irmãos ursos. Existe um urso em cada parte do mundo, com os quais é possível comprar ou trocar itens. Esses itens possibilitam o acesso a locais secretos no jogo e a descoberta de segredos que ajudam a salvar os “Pássaros  Bananas” e a “Mãe Pássaro Banana”, que estão escondidos por todo o jogo. Encontrar todos, é algo necessário caso queira concluir 100% do jogo (neste caso,  105%) e  poder ver o verdadeiro final, dos três existentes.

 

Os alguns antigos amigos voltaram e desta vez contamos com a presença de novos.  Ellie, o elefante que aspira barris e água e atira-os contra os inimigos,  e Parry, o pássaro paralelo que acompanha os Kongs. Ambos dão vidas ou barris de bônus caso não os perca ao fim do nível. No entanto a utilização destes amigos foi bastante reduzida. Além disso muitos dos animais dos títulos anteriores não estão presentes, o que é uma desilusão.

 

A maior diferença deste jogo é a existência de um chamado “overworld” mais livre. Em DKC e DKC2 o “overworld” era apenas o caminho a percorrer entre níveis, ao estilo de Super Mario World. No terceiro jogo da série este espaço é completamente livre e existem até cavernas escondidas fora dos níveis.

 

 

 

Alguns “poréns” de DK 3 :

– Um dos principais problemas de Donkey Kong 3 foi sua trilha sonora. Não que ela seja ruim, mas acaba sendo muito inferior à trilha dos dois primeiros games da série.

– Dixie e o Kiddy são personagens muito legais, mas não possuem o carisma do Diddy e do Donkey Kong. Até entendo o Donkey Kong não ter aparecido em DKC2, por ter sido sequestrado e assim não interagir na história, mas em DKC3 acredito que seria melhor se ele tivesse voltado.

– Muito desta falta de vendas de Donkey Kong 3 foi devido aos jogadores não terem dado a devida e merecida atenção ao game. Alguns se quer se deram a chance de jogar este ótimo game. Em 1996, os olhares e interesse da galera já estavam virados para a novidade da Nintendo, seu Nintendo 64, que além de ostentar “4 vezes mais poder” que o Super Nintendo, ostentava também o Super Mario 64, um dos melhores, mais bonitos e revolucionários games da época.

– Este também é claramente o jogo mais fácil da trilogia. Depois da dificuldade avassaladora do segundo título, este acaba por parecer uma brincadeira de crianças. Desta vez é possível salvar o jogo a qualquer momento fora dos níveis, sem gastar nenhum tipo de moedas. Algo frustrante, ainda mais para quem jogou DKC1 e DKC2.

 

Apesar de Donkey Kong Country 3 ser considerado o pior dos três games da série, continua sendo um dos melhores jogos de Super Nintendo e é muito digno de ser jogado até hoje. Cheio de aventura, diversão e ótima jogabilidade, é um game obrigatório para qualquer fã da família Kong, sendo tudo que o SNES merecia para sua despedida.

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