FIVE NIGHTS AT FREDDY’S: OS DISTORCIDOS

28/08/2018

E aí pessoal, tudo na paz?

Neste texto, vou falar novamente sobre a série de livros que expande o universo do jogo FNAF. Esta resenha é sobre “Os Distorcidos”, o segundo livro desta série. Então, se você ainda não leu a resenha sobre “Olhos Prateados”, que é o primeiro livro, recomendo que vá até o final desta postagem e clique no link para ficar inteirado sobre o assunto e, se possível, leia o livro.

Quem leu o primeiro livro percebeu que a personagem principal, Charlie, descobre várias coisas sobre seu passado e o de sua família. Mas ao mesmo tempo surgem questões que não são respondidas nesse primeiro momento. Em “Os Distorcidos”, Charlie vai atrás das respostas dessas questões e fica mais dedicada a isso quando é envolvida em uma situação um pouco familiar (só vai entender que já leu “Olhos Prateados”). Nesse segundo livro são respondidas algumas questões deixadas no primeiro e também surgem mais algumas que, creio eu, serão respondidas no terceiro.

Este livro é uma sequência direta do primeiro (apenas alguns meses se passaram desde o evento em “Olhos Prateados”). Em “Os Distorcidos” aparecem menos personagens. Desta vez a trama foca mais em Charlie, mas com participações frequentes de John, Jessica e o delegado Clay. Charlie está na faculdade e o primeiro capítulo já se inicia com uma aula de sua professora falando sobre algo relacionado com sistemas robóticos. Aparentemente, a garota gosta das aulas, mas desde o incidente ela sempre fica com uma estranha sensação de perda. Depois que Charlie é envolvida em uma situação atípica para uma jovem estudante, ela fica ainda mais inquieta e, com a ajuda dos outros, acaba descobrindo mais coisas sobre os animatrônicos e sobre seu passado.

Charlie é uma personagem meio problemática. Ela parece ser uma pessoa fechada que não gosta de muita proximidade (nem mesmo dos amigos). Charlie tem aquela ideia de que, para proteger os amigos, ela precisa se afastar deles por conta de seus problemas. Em alguns pontos ela chega a ser chata e faz coisas que “dá nos nervos” (talvez nem todos achem isso), sendo que algumas atitudes são tomadas na empolgação e não dá para entender o motivo da escritora ter feito aquilo.

Comparado com o primeiro livro, este é um pouco mais tranquilo. Não tem muita surpresa porque, lendo “Olhos Prateados”, já se tem uma noção do que pode rolar em “Os Distorcidos”. O segundo livro fica um pouco mais arrastado em alguns pontos e ainda não responde todas as questões, mas, no final, a história tem um plot twist tão grande (o gancho é enorme) que chega a te chatear por ter que esperar sair o terceiro livro aqui no Brasil. Quando você pensa que vai entender o que acontece com Charlie, a história faz uma curva enorme e aí termina…

Os Distorcidos é um livro que vale a pena ler porque a escritora te deixa curioso desde o primeiro para entender todo esse mistério que existe entre Charlie e os animatrônicos (mesmo tendo algumas partes um pouco arrastadas na história). Há capítulos que são meio difíceis de ler por conta das muitas descrições e ações chatas e demoradas. Porém, os ganchos que a escritora deixa dão mais um gás para terminar a leitura, que no geral é simples e divertida.

 

 

 

Por falar em FNAF, já leu nosso post sobre Olhos Prateados? Leia Já:

OLHOS PRATEADOS | EXPANDINDO O UNIVERSO DE FIVE NIGHTS AT FREDDY’S

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