JOGO DO ANO DE 2009 | BATMAN ARKHAM ASYLUM

13/01/2018

Confesso que me arrependo de ter demorado tanto para começar a jogar esse título. Somente depois de 8 anos de seu lançamento, mergulhei nas graças de Batman Arkham Asylum e todas as suas qualidades. Fui vítima das minhas próprias expectativas equivocadas até me render à uma promoção de um pacote da franquia completa para o PC no final de 2017.

 

Minha história começa pouco tempo depois de ter adquirido meu Playstation 3. Não sei se ainda funciona dessa forma, mas quando me registrei na Playstation Network, ganhei um voucher de 15 dias grátis de PSN Plus. Esse serviço possui – ou possuía? Estou desatualizado – algumas vantagens, inclusive a de permitir que se jogue uma hora dos jogos completos e experimentar aquele título sem ser em uma demo (coisa que nem todos possuem). Nessa época já havia sido lançado Batman Arkham City e eu, conhecendo apenas esse título, resolvi experimentar o seu antecessor. Me decepcionei um pouco por estar dentro de um prédio fechado e seguir de luta em luta, o que me deu a impressão de que o jogo seguiria dessa forma até o seu final. Fui ingênuo.

 

 

No início do jogo, vemos Batman levando Coringa em seu Batmóvel até o Asilo Arkham. O que parecia um dia de trabalho acabado para o morcego, se tornou uma grande dor de cabeça, a partir do momento que o plano secreto do Coringa é posto em ação e ele, juntamente com outros vilões, ficam soltos dentro do asilo. No meio essa confusão de internos, alguns até conseguiram armas de fogo, o que é uma dificuldade a mais para o combate corpo-a-corpo. E o plano do Coringa? Criar um exército de vários capangas com os poderes de Bane.

 

Podemos dividir o gameplay em basicamente três situações: investigação, ação furtiva e corpo-a-corpo.

Durante os momentos de investigação e deslocamento, podemos ir à diferentes construções, em áreas distintas do asilo, além de explorar subsolos e cavernas. Utilizando o modo detetive, é possível evitar combates desnecessários, observando a movimentação dos inimigos. Também é possível encontrar itens escondidos, passagens secretas por dutos de ar e até mesmo paredes que podem ser destruídas utilizando uma explosão controlada.

 

Na parte da ação furtiva, o modo detetive também é muito importante para se observar o posicionamento dos adversários, se estão armados e o quão nervosos eles estão. Alguns desses trechos são verdadeiros quebra cabeças, pois qualquer erro, desde uma ação fora de ordem até um barulho, e Batman acabará morto por armas de fogo. São momentos em que toda a estratégia é necessária e para isso é importante antes de tudo observar e identificar por onde se pode atacar, fugir, se esconder, em que ordem os capangas serão derrotados e de que forma.

 

Já no combate corpo-a-corpo, temos um sistema extremamente moderno de beat’em up, em que temos basicamente 4 ações: bater, esquivar, atordoar e bater. Esse sistema é simples e ao mesmo tempo muito efetivo, pois permite a troca de adversários entre um golpe e outro, esquivar por cima de alguém vindo em sua direção e até mesmo contra atacar alguém que vem das costas. O que vai determinar o bom jogador é a escolha e o timing de cada ação.
Tive o prazer de conhecer um sistema extremamente parecido através do jogo Sleeping Dogs, também da Square Enix.
Outro ponto alto da jogabilidade é que quando se consegue um combo, é possível usar algumas ações extras, como arremessar um adversário (contra os outros ou em um abismo) ou finalizá-lo.
As ferramentas batarangue e explosivo também estão disponíveis durante as lutas para atordoar os adversários. Além de atordoar, os ganchos também os puxam em sua direção.
Isso tudo sem falar nas mecânicas para derrotar cada chefão do jogo.

 

Depois de chegar ao final da história, o modo não está terminado. Existem alguns objetivos extras, como destruir todas as dentaduras do coringa espalhadas pelo chão ou decifrar todos os enigmas do Charada. Encontrar o mapa com as localizações em cada região vai ajudar bastante nesse processo.
Para dar uma esticada ainda maior no gameplay, ainda temos o modo Challenges. São cenários individuais com dois tipos de desafios: combate e predador.
Nos desafios de combate, são apresentadas waves de inimigos, aumentando cada vez mais a dificuldade da situação. O objetivo é conseguir bater a pontuação exigida para se ganhar três “morcegos”.
Já nos desafios de predador, é preciso derrotar todos os inimigos de um cenário e são dados três objetivos diferentes. De acordo com a quantidade de objetivos conquistados em uma mesma partida, é recebido o número de “morcegos”, de zero à três.

 

 

Temos aqui um exemplo de jogo bem lapidado, que une bons gráficos da engine 3.5, jogabilidade calibrada e um roteiro assinado por Paul Dini, que consegue prender nossa atenção e, em vários momentos, trazer bastante tensão.
A cereja do bolo fica por parte da dublagem, pois os principais personagens são dublados pelos mesmos atores que interpretam suas vozes nas animações da DC. Ou seja, podemos apreciar uma fera como Mark Hamill na voz do Coringa.

Conhecer esse jogo me apresentou também um lado novo do Batman. Eu, que nunca tive o hábito de ler quadrinhos, pude conhecer o Batman “melhor detetive do mundo” que todos sempre falaram e que se mostrou bem diferente dos produtos de audiovisual que acompanhei durante a vida.

 

Não à toa, foi considerado o jogo do ano e a melhor jogabilidade em 2009 pela BAFTA no The Video Game Awards.

 

Batman Arkham Asylum foi lançado para PlayStation 3, Xbox 360, Microsoft Windows, Xbox One e Playstation 4, desenvolvido pela Rockteady e publicado pela Warner Bros. Interactive Entertainment e Square Enix.

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