MEU PRIMEIRO RPG | O LENDÁRIO PHANTASY STAR!

20/06/2018

 

Phantasy Star é um jogo estilo RPG lançado em 1987 para o Master System, tendo depois 3 sequências para Mega Drive e um remake para Playstation 2. Na época o jogo foi considerado um sucesso de vendas pela Sega. No Brasil, Phantasy Star chegou em 1991, no auge do Master System.

HISTÓRIA

O jogo começa em uma cidade futurista situada em um sistema solar chamado Algol, onde orbitam três planetas:

  • Palma: o planeta verde, ponto inicial do jogo.
  • Motávia: o planeta amarelo, de clima desértico e capital do Governo de Algol.
  • Dezoris: o planeta branco, coberto de gelo e neve.

Algol é governado pelo Rei Lassic, que se torna um ditador cruel após a conversão para uma nova religião. Depois de uma série de mudanças políticas, surgem várias rebeliões quando Nero, o líder de uma rebelião, é morto por um grupo de soldados de Lassic. Alis, irmã de Nero, jura vingança e, quando viaja, encontra muitas vítimas da opressão do tirano, então o objetivo dela se torna menos sobre a vingança e mais sobre a libertação do povo de Algol.
Durante a aventura, Alis se une a três novos companheiros com o objetivo de derrotar Lassic. São eles:

  • Myau: é a primeira companhia de Alis, Myau pertence a uma raça inteligente com aspecto semelhante a um gato.
  • Odin: é o típico estereotipado homem “músculos” do grupo. Ele pode usar muitas armas que Alis não pode, mas é incapaz de usar qualquer tipo de magia.
  • Noah: é o último personagem a entrar para o grupo. Noar é um poderoso Mago e aprendiz do Mestre Tarzimal e tem a habilidade de usar uma grande variedade de feitiços.

GRÁFICOS E SONS

Os labirintos são um show à parte… mudando drasticamente a jogabilidade da visão superior 2D dos mapas e cidades, para o falso 3D em primeira pessoa. A ilusão conseguida nos labirintos é fantástica para um mero 8 bits. Os labirintos são repletos de baús, armadilhas e monstros…

Os monstros são variados, criativos e bem desenhados. Há vários níveis de cada um, indicados apenas por alterações nas cores e local em que são encontrados. Toda a influência de mitologias está retratada nos inimigos (dragões, medusa, vampiros, Zumbis, etc).

De forma geral, o desenho de cenários e personagens está anos luz à frente do que se esperaria em um 8 bits. Os efeitos sonoros são excelentes e as músicas são muito marcantes. Com seus 4MB , Phantasy Star tira vantagem do chip de som FM do Master System oriental, apreciável nos principais emuladores modernos. Infelizmente o Master System que veio para o ocidente não contou com o chip de som FM, perdemos a chance de nos acostumar com esse áudio fantástico. Mas o som “normal” não faz feio e continua belo.

JOGABILIDADE

A movimentação é fluida e natural, coisa fina demais. O sistema em turnos é tradicional da velha guarda dos RPGs: decide-se a ação do grupo por rodada, entre ataques com armas, magias, conversa ou fuga. Não vemos os heróis, só o rastro de suas espadas e magias. Um problema é que não dá para escolher qual inimigo atacar num bando. Decidimos as ações da rodada e torcemos para os melhores ataques caírem sobre o monstro certo. Podemos evoluir os personagens subindo de nível com XPs obtidos em combate.

Em cada planeta encontram-se povos e monstros que aprofundam a história. Você pode conversar com quase todos os civis, inclusive evitar alguns combates só no papo. As informações estão dispersas, e só falando com os NPCs você recebe pistas do que fazer a seguir. Mas não tem a mamata de fechar uma missão e já receber outra, tem que se virar sozinho.

Há espaço para 5 games na bateria interna do cartucho.

Phantasy Star tem muitos méritos:

  • Foi traduzido para o português pela Tec Toy, colocou muitos jogadores no caminhos dos RPGs.
  • Está entre os pioneiros ao colocar uma mulher como protagonista, sem apelação sensual.
  • Deu força ao Master System em plena dominação do Nintendinho.
  • Entra em qualquer lista séria de maiores jogos de todos os tempos.
  • Abriu a franquia Phantasy Star, uma das mais lucrativas e famosas da Sega, continuando ou ganhando ports em consoles da empresa mais tarde.

CONCLUSÃO

Phantasy Star impressiona por ser bom em absolutamente todos os pontos: gráficos ótimos, ricos em animações; inimigos que se movimentam; personagens carismáticos; história envolvente; trilha sonora memorável, mesmo em se tratando de um videogame tão antigo, além de ter um nível de dificuldade “na medida certa” para os padrões da época. E para nós, brasileiros, tivemos uma versão adaptada para o português pela Tec Toy. Talvez para muitos o jogo sofra com o “peso da idade”, pois faz quase trinta anos do seu lançamento original. No entanto, aqueles que amam um bom RPG japonês com batalhas em turno e gostam de um jogo envolvente e divertido, além de se interessarem em conhecer um dos pioneiros do gênero, deveriam experimentá-lo.
Nota 10 em praticamente todos os pontos, Phantasy Star para Master System é uma lenda!

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