MINHA PAIXÃO PELO MANGÁ

24/01/2018

Em 1994 eu conheci Cavaleiros do Zodíaco e fique muito fã do anime. Depois também fui atraído por Shurato, Samurai Warriors, entre outros. Alguns games desenhados no estilo mangá (The King of Fighters, Megaman, Street Fighter Zero…) também me deixavam encantado, mas tudo isso foi apenas um flerte.

Em 1999 eu me apaixonei pelo mangá quando comecei a assistir Yu Yu Hakusho. Na época eu era um adolescente revoltado e imediatamente me identifiquei com Yusuke e Hiei. Isso me atraiu para a história e para os outros personagens. Foi minha porta de entrada para o universo fantástico dos mangás e animes.

 

Logo comecei a ir atrás de mais coisas relacionadas com o mangá. No ano de 1999 o acesso a este tipo de material era muito difícil, mas dava para encontrar coisas boas através dos games e VHS nas locadoras. Nas bancas as opções eram meio escassas, mas tinha uma revista que eu odorava chamada Animax. Também nessa época comprei várias revistas de curso de desenho ensinando a desenhar mangá, começando assim a treinar e estudar este estilo. Tenho guardados, até hoje, mangás originais em japonês do Yu Yu Hakusho e do Megaman que comprei no bairro da Liberdade, em São Paulo.

 

Hoje ainda sou fã de mangá, mas aprecio de forma moderada. Até mesmo meu estilo de desenho deixou de ser 100% mangá, pois agora tenho influencias de cartoons, e as vezes até uso um traço mais acadêmico. Isso fica evidente quando comparo meus quadrinhos antigos com os mais recentes. Depois que me tornei um quadrinista amador, passei a ler mais mangás e praticamente parei de assistir animes (o último que assisti foi Your Name, que eu acabei gostando).

 

A esquerda, uma página feita em 2007, e à direita, outra feita em 2017: antes eu me preocupava em manter meus quadrinhos 100% mangá, agora misturo com outros estilos.

 

Segue abaixo uma pequena lista onde comento sobre algumas de minhas obras favoritas:

 

YU YU HAKUSO: Além dos motivos que já citei, também fui cativado pelos personagens carismáticos, a história e, principalmente, a dublagem da Rede Manchete. Esta obra me despertou o sonho de ser um quadrinista. Este é um dos raros casos em que eu prefiro o anime ao invés do mangá. Ao contrário da maioria, minha saga favorita é a última, que se passa no Mundo das Trevas (Makai). Meu personagem favorito é o Hiei.

 

RUROUNI KENSHIN (SAMURAI X): eu acho Kenshin um dos personagens mais fascinantes do universo dos mangás. Eu reli esta obra várias vezes e este ano estou relendo novamente. Minha saga favorita é a de Kyoto, que tem um roteiro recheado de personagens interessantes, conflitos políticos e eventos empolgantes.

 

HOLY AVENGER: quadrinho brasileiro escrito pelo meu ídolo Marcelo Cassaro e desenhado por minha mestra Erika Awano. Considero uma das maiores obras da fantasia medieval, que é meu gênero favorito. Além de ótimos personagens e história, o que mais me encanta são as influências de RPG, já que a trama se passa no mundo de Tormenta. Este cenário tem um imenso material de jogo, que também está presente na revista. É outra obra que releio com frequência.

 

DRAGON BALL: também estou relendo recentemente desde a primeira fase até a Z. Mesmo com meus 33 anos, ainda acho uma obra divertida e muito criativa, com roteiros alucinantes.

 

 

 

NOVAS AVENTURAS DE MEGAMAN: um quadrinho brasileiro que começou a ser publicado em 1996 e foi cancelado em 1998. Ele revelou dezenas de artistas nacionais. Eu gosto muito desta obra por ter roteiros divertidos, cheios de humor e, especialmente, por me mostrar que brasileiro pode produzir quadrinhos de boa qualidade.

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