MIRROR’S EDGE

18/01/2019

Durante o recesso do final de 2018, resolvi eliminar uma falha de caráter minha em nunca ter jogado Mirror’s Edge, game lançado em 2008 (PS3 e Xbox 360), desenvolvido pela DICE e publicado pela EA Games.

 

Vamos lá, há 10 anos atrás o parkour já não era novidade nos jogos. Sem muito esforço, me vem logo na cabeça o Tomb Raider e suas mecânicas de saltos, escaladas e se pendurar em beirais. Mas para ser parkour de verdade, precisa ter um ingrediente essencial: fluidez. Ok, cheguei a jogar Free Running, para o Playstation 2, mas esse não era tão divertido e parando pra pensar me lembra mais uma brincadeira de “o chão é lava” do que qualquer outra coisa. Talvez o melhor exemplo a ser usado seja mesmo o primeiro Assassin’s Creed, de 2007. Mas o que diferencia Mirror’s Edge é a visão em primeira pessoa.

 

A protagonista Faith deslizando entre escadas rolantes.

Em um futuro próximo, a sociedade sofria com diversos males como a criminalidade elevada e culminou em um plano do governo chamado Programa de Cidadania, que foi aos poucos minando as liberdades individuais dos cidadãos e transformando o próprio governo um regime totalitário.

 

Como tudo e todos passam a ser vigiados, surge a necessidade de utilizarem mensageiros chamados Runners para o transporte de informações, mercadorias ou outros tipos de tarefa e, por incrível que pareça, saltar entre prédios pode ser a forma mais segura de se deslocar.

Durante o jogo, controlamos uma dessas Runners, chamada Faith.

 

 

Faith descendo através de uma barra de ferro.

O gameplay se utiliza dos padrões de controles de um FPS, porém aprimorando algumas funções, como utilizar o botão de abaixar enquanto corre para deslizar em uma superfície ou o botão de pulo próximo à uma parede para realizar um wall run. Ah, nunca se esqueça do botão de rolamento sempre que aterrissar de grandes alturas. E assim nos aventuramos por barras de ferro, dutos de ar, guindastes, paredes, coberturas de prédios… Muitas das vezes com caras tão habilidosos quanto Faith nos perseguindo. Tudo isso funciona da forma mais fluida possível e nos é apresentado num tutorial de tirar o fôlego.

 

Faith desarma um dos agentes.

Existem também outras mecânicas de jogo que se utilizam de furtividade para nocautear um oponente ou até mesmo encarar um dos agentes para tomar sua arma em um contra-ataque. Mas eu sugiro que sempre que possível, fuja. O parkour é bem mais refinado do que o sistema de combate. Fiquei frustrado em alguns momentos e percebi que essa seria a melhor solução.

 

O jogo foi aclamado por crítica e público, porém com uma pequena ressalva: a curta duração. Eu acabei demorando em torno de 5 horas para finalizá-lo mas descobri gameplays completos por aí de 2 horas de duração.

 

Sem dúvidas, Mirror’s Edge foi um marco importante por suas inovações e mudou a forma que se utilizaria o parkour dentro de jogos com visão em primeira pessoa e talvez Dying Light seja um bom exemplo disso.

 

E aí, jogou esse na época do lançamento ou será que esse é mais um dos jogos que ninguém jogou, assim como os da lista que preparamos nesse podcast?

VERSUS #25 – NINGUÉM JOGOU

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