MUITO MAIS QUE UM ELO COM O PASSADO – THE LEGEND OF ZELDA : A LINK BETWEEN WORLDS

10/03/2018

 

The Legend of Zelda: A Link Between Worlds é um jogo eletrônico de ação e aventura desenvolvido pela Nintendo Entertainment Analysis & Development e publicado pela Nintendo. É o décimo sétimo título da série The Legend of Zelda e uma sequência de The Legend of Zelda: A Link to the Past de 1991, tendo sido lançado exclusivamente para o Nintendo 3DS em novembro de 2013 na Europa e América do Norte e em dezembro no Japão.

 

HISTÓRIA

Nova lenda, velha Hyrule…
A história se passa muitos anos após o jogo A Link to the Past e traz a nova geração com os descendentes do protagonista Link e da princesa Zelda. Ambos levavam suas vidas até que um mago chamado Yuga ataca, prendendo Zelda em uma pintura e lançando Link ao seu resgate. Eventualmente a aventura se estende também para o reino de Lorule, uma versão espelhada de Hyrule.

 

Este é um jogo de ação e aventura vista de cima onde você vai enfrentado monstros, dungeons e quebra-cabeças para encontrar equipamentos que aumentam o leque de habilidades, como um arco para atingir alvos á distância, gancho para puxar ou ser puxado, tocha para botar fogo, entre várias outras. Estas habilidades serão usadas para matar chefes, resolver os quebra-cabeças e achar um monte de outros itens e equipamentos espalhados por todo o jogo.
Esta versão inova em alguns pontos, como poder começar com todos os equipamentos desde o início do jogo,
poder virar um desenho e colar na parede para andar por ela horizontalmente, escolher quais dungeons ir,
criar um personagem para desafiar amigos online e estranhos via Street Pass.
O controle responde bem, intuitivo e fácil de aprender. O jogo se explica quase que sem tutorial, qualidade Nintendo neste ponto. O menu fica na tela de baixo, é inteligente e vai se moldando conforme você vai aprendendo a jogar e é possível alterá-lo conforme sua necessidade. Os atalhos são de fácil configuração e de rápido acesso, em segundos dá para trocar o equipamento.

A dificuldade se agrava mais ainda com o tempo. Quando o herói fica mais forte, a quantidade de vida sobe rapidamente e as habilidades ficam eficazes, muito eficazes: o ataque carregado chega a acertar a tela toda. O jogo deixa você escolher uma dificuldade maior somente após zerar o game e as únicas diferenças fica por conta do dano recebido, que é maior; o dano causado, que é menor e são acrescentados 5 segundos no final. Os quebra-cabeças continuam os mesmos, os itens estão nos mesmos lugares e os inimigos vão reagir da mesma maneira.
Visualmente o jogo é impecável, os cenários são coloridos, bonitos e detalhista. Tudo é bem posicionado e você percebe a altura das coisas quando há uma torre, rampa ou buraco sem precisar do 3D, que é usado sem exageros: nada pula na tela sem motivo e ele tem muitos pequenos detalhes que fazem toda diferença como pássaros voando, folhas do mato cortado e plataformas do andar de baixo.
A movimentação dos personagens e inimigos são muito bem animadas, fortalece ainda mais a personalidade e a responsividade dos ataques.
A interface é limpa e eficaz: tudo que fica nas telas tem um porquê e é rápido dar o zoom, trocar e marcar o mapa. Atalhos importantes ficam na tela de baixo deixando na tela de cima somente informação realmente indispensáveis para a ação do jogo, que é a vida e a energia.
A câmera nunca atrapalha, mesmo quando o ângulo dela muda de direção ao se transformar em desenho,
dá para checar o ambiente em volta com um simples toque no direcional.
A qualidade das músicas ficaram ótimas, mas o problema aqui é que não há novidade alguma e tudo que é interessante vem de referências aos jogos antigos. Se não forem tocadas ao contrário, as músicas novas são tão sem graça que não dá para perceber que elas existem e tem que prestar muita atenção para reparar que elas estão presentes.

Conclusões:

  • A habilidade de virar desenho é muito utilizada em dungeons e para explorar locais escondidos.
  • Assim como em seu título, The Legend of Zelda: A Link Between Worlds cria uma ponte entre dois mundos: o da franquia The Legend of Zelda clássica e a moderna.
  • Trata-se de uma das aventuras mais divertidas e excitantes de Link, como há muito não víamos na série.
  • O jogo se tornou facilmente uma das maiores surpresas do ano e um dos melhores títulos do Nintendo 3DS.

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