O BOM E VELHO CRASH BANDICOOT ESTÁ DE VOLTA | CRASH BANDICOOT 2: CORTEX STRIKE BACK

13/08/2018

 

 

Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back é um jogo de plataforma distribuído pela Universal Interactive Studios. Foi criado e desenvolvido pela Naughty Dog e publicado pela Sony Computer Entertainment, sendo lançado em 31 de janeiro de 1997 nos Estados Unidos e em 18 de março do mesmo ano no Japão. O jogo era exclusivo para o PlayStation 1, porém depois de vários anos foi disponibilizado também para PlayStation Portable e PlayStation 3. É considerado um dos melhores jogos de plataforma lançados em 1997.

HISTÓRIA

Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back se passa um ano depois dos acontecimentos do final primeiro jogo, quando o Dr. Neo Cortex foi arremessado para fora do seu dirigível e caiu em uma caverna escura em N. Sanity Island. Dentro da caverna, ele encontra vários cristais rosas e acaba tendo uma ideia. Depois de um ano, Dr. Cortex constrói um tipo de estação espacial, que consegue fazer graças ao seu novo assistente N. Gin.
Nessa estação espacial há uma máquina capaz de fazer lavagem cerebral nos animais (como a do primeiro jogo), só que faltavam exatamente 25 cristais para ela poder funcionar. Como não havia nenhum capanga para ajudá-lo a achar os cristais, Dr. Cortex decidiu chamar o seu maior inimigo: Crash Bandicoot. Assim o vilão decide manipular nosso herói para que seu plano possa ser bem-sucedido.
Em N. Sanity Island, Crash estava descansando enquanto sua irmã Coco usava seu Laptop. De repente a bateria acaba e ela pede para ele ir buscar uma nova. No caminho Crash é abduzido pelo Dr. Neo Cortex que mente para ele dizendo que tinha desistido de ser malvado e que, em suas pesquisas cientificas, havia descoberto algum tipo de força misteriosa que iria acabar destruindo todo o planeta. Dr. Cortex fala que o único jeito de salvá-lo é coletando 25 cristais rosas para evitar a catástrofe. O vilão também diz que o causador da força misteriosa é o Dr. Nitrus Brio (antigo ajudante de Cortex).

É nesse ponto que a aventura começa, com Crash coletando os cristais enquanto enfrenta vários desafios.

GAMEPLAY

Comparando com o primeiro jogo, a jogabilidade do Crash melhorou significativamente, permitindo ao personagem esmagar caixas com a barriga e usar o Jet Pack, além montar em um ursinho polar.
Agora existem as Warp Roms (salas com portais), que mandam você para a fase correspondente a sua escolha. Cada fase concluída libera um cristal rosa. Após pegar 5 cristais, o jogador deve enfrentar um chefe.
Também há gemas nas fases, mas para conseguir pegá-las é preciso destruir todas as caixas. Em certas fases há gemas em lugares secretos e gemas coloridas, que são bem mais difíceis de conseguir. Isso traz um desafio extra para jogadores mais experientes, fazendo com que o game não se limite em ser um jogo fácil e infantil.
As fases agora estão mais bem trabalhadas, cheias de detalhes e com percursos mais dinâmicos, acabando com a linearidade do primeiro jogo. Novos temas também estão presentes, como fases de gelo, tubulações e florestas cheias de neve, mas alguns temas foram mantidos, como as do riacho, cheia de plantas carnívoras. Existem ainda as fases onde devemos fugir de uma grande rocha arredondada, mas agora ela mantém uma distância maior do herói. Há também as fases do ursinho polar, em que Crash monta nele até o fim do level enquanto desviamos dos obstáculos do percurso.
As fases não são mais tão lineares: tem altos e baixos, caminhos tortuosos, momentos em 2D, como antes, fases bônus e áreas secretas. Algo que chama muita atenção é o modo como as fases envolvem o jogador, sendo simples e muito mais criativas, sem a dificuldade insana do primeiro jogo.
Obviamente, os chefes também estão presentes, porém só aparecem quando coletamos os 5 cristais de cada Warp Room.

O Controle foi algo que evoluiu muito, pois agora podemos movimentar Crash pelo analógico, diferentemente do primeiro jogo, onde só podia ser controlado pelo direcional.
Crash também ganhou novos movimentos: agora pode dar uma barrigada no chão, andar abaixado, dar uma rasteira e um super pulo, que também foi adicionado.

GRÁFICOS E SONS

Os Gráficos do jogo são extremamente bonitos para a época, com cores muito vivas e cenários caprichados, o que faz com que o jogo seja mais empolgante. Há variedade de cenários, desde selvas, gelos, esgotos, ruínas, rios, bosques e até cenários espaciais muito bem trabalhados e detalhados. Para um jogo de Plataforma, estava muito acima dos demais.
A trilha sonora do jogo é muito animada e divertida. Os efeitos sonoros combinam muito bem com as fases: tambores nas selvas, batidas e canos nos esgotos são alguns deles, que só aumentam a imersão do jogo, deixando o game mais prazeroso de ser jogado.

FAZENDO 100%

Para obter 100%, o jogador deve coletar todos os 25 cristais e todos os 42 diamantes, sendo 37 diamantes normais e 5 coloridos, fazendo assim o final secreto do jogo.

CONCLUSÃO

Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back supera o primeiro jogo em todos os aspectos possíveis, principalmente pela diversão, que é o principal objetivo do game. Ótimo em todos os sentidos: gráficos, sons e fator replay, devido a quantidade de colecionáveis.

Este é um jogo bem original, que enriqueceu a biblioteca do PlayStation, podendo se comparar com o Super Mario da Nintendo e o Sonic the Hedgehog da Sega. É, sem sombra de dúvidas, um clássico!

 

Por falar em Crash, já leu nosso post sobre o primeiro jogo? Leia Já:

O BOM E VELHO CRASH BANDICOOT!

Ouça também nosso episódio do podcast sobre a trilogia Crash:

VERSUS #15 – TRILOGIA CRASH BANDICOOT

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