O PRELÚDIO DA GUERRA DOS CONSOLES | MASTER SYSTEM

16/11/2018

 

UMA RÁPIDA VIAGEM NO TEMPO…

DE 2018 PARA 1981

Em 1981 estava em testes o que seria o “embrião” do Master System: o SG-1000 Mark I. O primeiro videogame doméstico da Sega foi lançado apenas no Japão em 1983 e não fez muito sucesso (é um console muito raro, cobiçado por colecionadores). No ano seguinte, 1982, sairia o SG-1000 Mark II, uma versão melhorada do primeiro console.

Mas a Sega ainda não estava satisfeita com o resultado. Então, em 1985, sairia a versão definitiva do console: o SG-1000 Mark III, que depois ficaria conhecido como Master System.

O Master System enfrentou grandes dificuldades devido à forte concorrência do NES (ou Nintendinho, com foi apelidado no Brasil), o console da Nintendo, que possuía contratos de exclusividade junto às produtoras de jogos. Os contratos não permitiam que elas produzissem jogos para nenhum outro aparelho, fazendo com que o Master System dependesse principalmente dos lançamentos desenvolvidos pela Sega. O baixo sucesso no Japão não evitou que a Sega lançasse o Master System no resto do mundo.

HISTÓRIA

ESTADOS UNIDOS

O domínio da Nintendo também era muito grande nos EUA, e logo a Sega vendeu os direitos de comercialização do Master System nesse país para a Tonka (loja de brinquedos Tonka Toys), que não conseguiu realizar um trabalho eficiente de divulgação e distribuição do console, fazendo com que a popularidade do aparelho fosse muito baixa.

Em 1990, após o lançamento do Sega Genesis (Mega Drive), a SEGA recuperou os direitos de comercialização do Master System nos EUA e lançou uma versão com um novo desenho, chamado Master System II. Esse novo modelo era mais barato… mas, por outro lado, foram removidos o botão de Reset e a entrada para óculos 3D, impossibilitando a utilização desse acessório e dos jogos em formato de cartão (Sega Card). O console também tinha outros problemas, pois, além de não possuir conectores de áudio e vídeo, ele só podia ser conectado na TV por cabo RF, que apresenta uma pior qualidade de imagem e som.

EUROPA

A história do Master System na Europa foi bem diferente, pois foi bem aceito, tornando-se popular.
Alguns desenvolvedores europeus produziram jogos para o Master System e o aparelho teve suporte da Sega Europeia até 1996, enquanto a Sega americana desistiu do console já em 1992. O sucesso do Master System se repetiu também na Austrália, que toma como base o mercado europeu.
O Master System foi inicialmente lançado como Sega Mark III no Japão, contendo a adição do chip FM, sendo Out Run o primeiro jogo a usá-lo para gerar ótimos sons. Vale ressaltar que, em 1987, a Sega também lançou no Japão a versão ‘internacional’ do console, com o mesmo design e o mesmo nome com o qual ficou famoso no resto do mundo: Sega Master System.
O fracasso do Master System nos EUA e Japão levou a Sega a traçar novas estratégias
para fazer seu Mega Drive ser bem-sucedido nesses mercados (e também no Brasil e Europa).

E, FINALMENTE, O BRASIL

No Brasil o Master System marcou o início da parceria da Tectoy, fabricante de brinquedos brasileira, com a Sega, para a produção dos seus consoles. As duas empresas já haviam trabalhado juntas no licenciamento da pistola de luz Light Phaser de Zillion em 1983. Lançado oficialmente no país em setembro de 1989, o console atingiu um grande sucesso. Seu preço original, no entanto, era alto para os padrões da época e, no lançamento, o Master System era vendido com dois periféricos: a pistola e os óculos 3D.
Durante seu período inicial de vendas, o Master System teve, como principais concorrentes no País, o Dynavision II e o Phantom System, ambos clones do NES. Um ano depois, no final de 1990, com a base do Master System instalada no Brasil, a Tectoy trouxe para o país o “Hot Line”, um serviço telefônico com dicas para jogos. A empresa também criou um clube para sócios, o Master Clube (Sega Club Tectoy), que apresentava o programinha Master Dicas nos intervalos da Sessão Aventura, da Rede Globo.

O mercado nacional recebeu adaptações “abrasileiradas” de vários títulos lançados. Desde traduções de nomes, como California Games, que virou Jogos de Verão, a alterações mais complexas, como a troca de personagens… Entre esses, destacam-se Mônica no Castelo do Dragão (com a Turma da Mônica), baseado em Wonder Boy in Monster Land, e Chapolim x Drácula: Um Duelo Assustador, uma versão de Ghost House. Trouxe também portes de jogos lançados do portátil Game Gear, como Sonic Blast. Além disso, portou jogos inéditos, como Street Fighter II, em 1997, que se transformou no jogo de maior tamanho (em MB) do sistema.
Em termos de modelos específicos, o console do lançamento brasileiro era o mesmo vendido nos Estados Unidos. O Master System II, porém, foi lançado de forma independente pela Tectoy em abril de 1991. Era idêntico ao original, mas com preço reduzido e a inclusão de Alex Kidd in Miracle World. Já o Master System III Compact ganhou um novo desenho, que era o mesmo empregado no modelo do Master System II comercializado na Europa e nos EUA. Com o passar dos anos, a empresa lançou mais de 40 versões do produto, incluindo as portáteis. Segue abaixo algumas informações sobre 4 versões do console:

Esse é um modelo bem interessante. Um Master System portátil e sem fio! O console envia sinais de rádio para uma antena (inclusa na maioria dos modelos) e esta exibe os sinais na TV. Ele funciona através de pilhas ou adaptador AC e o controle fica no próprio console, com a vantagem de voltar a oferecer a opção de pausar o jogo.

O modelo que se recusa a deixar o Master System descansar em paz desde 1997, pela nova Tectoy.

O mais recente modelo de Master System lançado pela Tectoy. É praticamente o mesmo modelo do último MS 3 Collection lançado, porém com a inclusão do jogo Altered Beast na seleta lista de jogos na memória. Esse modelo é muito bonito esteticamente, inclusive possui um Sonic desenhado na carcaça do aparelho.

O segundo modelo portátil de Master System, dessa vez com 30 jogos na memória (inclusive jogos interessantes como o Ristar, do Game Gear, provavelmente convertido para SMS).

GRÁFICOS E SONS

Inicialmente pensado como um computador, a configuração do Master System usava componentes de mercado, mas era bem superior a configuração do Nintendinho, seu arquirrival. O processador NEC 780C tinha capacidade de 3,54MHz, enquanto o console da Nintendo contava com um processador Ricoh 2A03 com capacidade 1,66MHz. O console da Sega também saía na frente no quesito memória… com 8KB de memória RAM e 16KB de memória dedicada à geração de imagens, enquanto o NES tinha apenas 2KB para RAM e 2KB para vídeo. São números absurdos, se pensarmos pelos padrões atuais, mas, para a época, os dois consoles tinham capacidades suficientes para causar inveja ao hardware do popular Atari 2600.
Essa superioridade do Master System perante o NES também explicaria a sobrevida que o console teve nos anos 90, recebendo grandes sucessos da época como Street Fighter 2 e Mortal Kombat, impensáveis no console da Nintendo, pelo menos oficialmente.
Som: quatro canais mono (chip FM YM2413 disponível apenas no aparelho Japonês)

ACESSÓRIOS

  • Sega Control Pad (controle padrão): possui apenas dois botões e o direcional.
  • SG Commander: um controle diferente do original. Possui função turbo.
  • Control Stick: controle em forma de manche, disponível com o jogo Out Run ou sozinho.
  • Handle Controller: controle para jogos de corrida e aeronaves.
  • Sports Pad: controle estilo trackball, usado em alguns jogos de esporte.
  • Óculos 3D SegaScope: óculos que dão a sensação de ambiente 3D em alguns jogos.
  • Sega Light Phaser: pistola para jogos de tiro.
  • Rapid Fire: adiciona função turbo aos controles.
  • Observações: alguns acessórios só foram lançados na Europa e outros somente nos Estados Unidos. O acessório Rapid Fire, vendido no Brasil, não possuia as duas chaves para ligar/desligar a função turbo.

OS 30 JOGOS RECOMENDADOS PARA O MASTER SYSTEM

JOGOS DE GÊNEROS VARIADOS

1.  Sonic The hedgehog 1 & 2
2. Alex Kidd in Miracle World
3. Shinobi
4. Mortal Kombat 1 & 2
5. Super Monaco GP
6. Black Belt
7. Castle of Ilusion : Starring Mickey Mouse
8. Land of Illusion : Starring Mickey Mouse
9. Jogos de Verão (California Games)
10. Sonic Chaos
11. Master of Darkness
12. Ninja Gaiden
13. Ghouls ‘N Ghosts
14. Zillion
15. Double Dragon
16. Street of Rage
17. Kenseiden
18. Chapolim x Drácula: Um duelo assustador
19. Turma da Mônica : O Resgate
20. Turma da Mônica : No Castelo do Dragão
21. Prince of Persia
22. Psycho Fox
23. Golden Axe

JOGOS DE RPG

24. Phantasy Star
25. Golden Axe Warrior
26. Golvellius: Valley of Doom
27. Dragon Crystal
28. Lord of the Sword
29. Ultima IV: Quest of the Avatar
30. Ys: Ancient Ys Vanished Omen

CONCLUSÃO

O Master System teve diversos títulos de jogos, especialmente aqui no Brasil, mas alguns se tornaram grandes clássicos, como Alex Kidd, Phantasy Star, Sonic The Hedgehog, etc.
Apesar de ficar longe de vencer o Nintendinho em popularidade no mundo, o sucesso do Master System no Brasil é incontestável e, até hoje, a Tectoy ainda fatura vendendo o console, quase 30 anos depois de seu lançamento. No dia 4 de setembro de 2018, o nosso querido Master System comemorou 29 anos de lançamento aqui no Brasil! Já são quase três décadas que este console de 8 bits vem conquistando os brasileiros e trazendo boas lembranças de infância, que ficou no coração de milhares de gamers!

 

Por falar em Master System, já ouviu nosso podcast sobre o console? Leia Já:

VERSUS #24 – MASTER SYSTEM

 

 

 

 

 

 

 

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