OS GIBIS ATUAIS DA TURMA DA MÔNICA

03/04/2018

Estava eu precisando escrever um texto para o site, mas não tinha ideia do que falar, quando lembrei dos gibis atuais da Turma da Mônica da minha esposa e decidi ler um deles. Como minha opinião e a dela divergem nesse assunto, resolvi escrever sobre elas neste texto. Se você lia os gibis da turminha, mas não conhece a fase atual, esse texto pode ser interessante para você. 

Eu e minha esposa crescemos lendo os gibis da Turma da Mônica. E quando digo isso, quero dizer que até recentemente, já na vida adulta, andamos lendo os gibis antigos sempre que encontrava algum deles por aí (as bibliotecas das escolas onde trabalhamos costumam ter alguns).

Certo dia minha esposa encontrou uma promoção de assinatura da Turma da Mônica. Ela decidiu realizar um sonho de infância e agarrou a oportunidade. Quando os primeiros gibis chegaram eu me empolguei com a alegria dela e peguei um para folhear… mas nem consegui começar a ler. O que mais me incomodou foram as expressões faciais e corporais, que estão muito mais exageradas. Quando finalmente decidi tentar ler um deles, percebi que os roteiros também têm problemas: o ritmo das histórias é ruim, muitas vezes concluindo elas de repente, além de serem repetitivas e com pouca (ou nenhuma) criatividade.

Por outro lado, minha esposa gostou da nova estética do gibi. Na opinião dela, as mudanças foram positivas:

“Antigamente não dava para perceber muito bem as emoções. As expressões eram confusas para demonstrar raiva, alegria, tédio, cansaço. Os gibis atuais trouxeram vida aos personagens, fazendo com que as histórias fiquem interessantes e até mesmo engraçadas. Quanto ao roteiro, creio que a nova geração de escritores nunca conseguirá ser como os de antigamente, mas não podemos tirar o mérito deles, as histórias são bacanas sim, mas como toda obra, seja um livro, um filme ou uma revista, há as boas, as mais ou menos e as ruins. Nem Jesus conseguiu agradar a todos!”

Eu imagino que a nova geração de artistas responsáveis pela produção destes gibis atuais está encontrando uma enorme dificuldade para produzir mais material depois de décadas de histórias e, para ser sincero, eu não queria estar na pele deles. Além disso, talvez tenham que lidar com o problema da memória afetiva, que, assim como no filme Star Wars: Os Últimos Jedi, parece afetar cada fã de um modo diferente.  Acho até uma tarefa muita ingrata, mas, se os caras forem bons, talvez algumas boas histórias ainda possam surgir esporadicamente.

 

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