OS “GRANDES” PEQUENOS LUTADORES DE POCKET FIGHTER…

18/05/2018

 

Lançado em setembro de 1997 para os arcades e Consoles 32 Bits, este título veio para o Ocidente com um nome bem mais complexo: Super Gem Fighter Mini Mix, enquanto no Japão o nome era apenas Pocket Fighter. A Capcom sempre foi campeã em lançamentos de sucesso quando o assunto é jogos de luta, desde seus beat’ em ups até os famosos arcades (fliperamas), que conquistaram as gerações passadas com jogos freneticamente dinâmicos e competitivos. Um jogo em especial chamava a atenção por seu visual exótico: Pocket Fighter.

 

AS GEMAS DO PODER

Pocket Fighter era encantador por cada detalhe que apresentava e “escondia” no seu gameplay. O game apresenta um sistema bastante simplificado de combos, onde é possível fazer longas sequências apenas pressionando um único botão. Além disso, 3 barras separadas mostram diferentes níveis de ataque para cada golpe especial do personagem,
que podem inclusive ficar mais fortes durante a luta: o Hadouken do Ryu tem um tamanho “x” no começo da luta,
mas pode ficar muito maior conforme você vai coletando as gemas que caem pelo cenário, geralmente depois de uma sequência de combos. Cada gema tem uma cor diferente e pode melhorar o seu ataque de cor correspondente. Da mesma forma, você pode perder gemas e níveis de ataque conforme leva golpes durante a luta e existem algumas delas que são elementais (estas são capazes de liberar ataques congelantes, elétricos e outras loucuras do tipo), tudo para deixar os combates ainda mais dinâmicos.

Pode-se dizer que a equipe da Capcom escreveu uma verdadeira “carta de amor” para os seus próprios títulos mais antigos. Toda a magia está intimamente ligada ao art style do jogo, que apresenta uma versão cartoonizada dos personagens clássicos da empresa, mesclada com animações extremamente criativas e bem humoradas. Essas animações saíam dos jogos de luta e migravam para ideias completamente inusitadas ou com referências à própria Capcom! Por exemplo: os combos dos personagens são construídos com animações em que os mesmos mudam de roupas conforme desferem os golpes. A Chun-li, ao executar seu combo padrão, se transforma em outra personagem feminina clássica da Capcom: Jill Valentine, de Resident Evil, com direito a tiros e tudo!

 

OS “GRANDES” PEQUENOS LUTADORES

São 10 personagens jogáveis padrão e mais 2 secretos. Representando os lutadores de Street Fighter temos Ryu, Ken, Chun-li, Zangief, Ibuki, Sakura e 2 personagens secretos: Akuma e Dan. Representando os Lutadores de Darkstalkers, temos Felícia, Morrigan e Hsien-Ko (ou Lei-Lei para os japoneses). Fechando o elenco, temos ainda Tessa (ou Tabasa) de Red Earth.

 

CONCLUSÃO

O jogo vale muito a pena! Toda a criatividade da Capcom, o diferencial do estilo de arte e da jogabilidade, além de um modo história bem simples para cada personagem, fazem do jogo uma experiência obrigatória pra quem gosta do gênero.

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