PARECE O PICA-PAU, MAS NÃO É | DYNAMITE DUX

01/10/2018

 

Dynamite Dux é um jogo de beat ‘em up divertido, mas extremamente obscuro, que foi lançado para Master System em 1989 pela Sega. Ele saiu também para as seguintes plataformas: Amiga, Amstrad CPC, Arcade, Atari ST, Commodore 64 e ZX Spectrum.

O jogo é um port da versão original dos arcades, com algumas mudanças por conta da capacidade do Master System (não confundir com Dynamite Duke, que é outro jogo). Devido a adaptação para o console, algumas alterações foram feitas como quantidade de inimigos, armas, gráficos e som. Ou seja, tudo mudou um pouco, mas ainda é o mesmo jogo. Porém, essa não é a única notícia ruim: ao contrário da versão de arcade, este jogo é para apenas um jogador. A mesma maldição de Streets of Rage 8 bits acontece aqui também, o que é uma pena, já que os jogos de beat ‘em up são muito mais divertidos quando jogados em dupla.

HISTÓRIA

O enredo é bem básico e, como a versão de Master é para apenas um jogador, diferente do arcade, o roteiro foi levemente modificado.

O jogador controla Mickael, namorado de Lucy. Eles decidem passear e, no meio do caminho, o feiticeiro Achacha sequestra a garota e transforma o pobre rapaz num patinho azul. O jogador precisa derrotar Achacha para salvar Lucy e retomar a forma humana de Mickael.

GAMEPLAY

O feiticeiro Achacha conta com um peculiar exército de personagens bem cartunescos e estranhos, como os cachorros sem patas que ficam pulando por aí, soldados lobos com canhões, jacarés boxeadores, porcos sumô e outras bizarrices bem criativas que costumam combinar com o cenário dos estágios, que variam desde cenários urbanos até velho oeste e Japão Feudal.
Os chefes já não são tão criativos: uma chama de fogo gigante ou uma pedra com um círculo de outras pedras que a protegem, sendo que esses dois se repetem nos estágios posteriores. Até mesmo Achacha é um vilão bem fraquinho e sem sal.

O jogo em si é curto e bem fácil, podendo ser zerado em menos de uma hora.

De fato, não é necessária muita estratégia… basta desviar dos ataques e sair dando porrada em quem estiver na sua frente, sem se preocupar em matar todos os inimigos. No final do dia o desafio maior fica por conta dos chefes que são mais impiedosos e apelões.

Como todo beat ‘em up, Dynamite Dux deveria ter um fator replay mais alto, mas, por conta da falta de desafio e simplicidade extrema, depois que você o zera não irá se sentir muito atraído a jogá-lo novamente. Embora as fases tenham bifurcações levando para outros cenários, o jogo dita aleatoriamente qual dos dois caminhos deve ser seguido. Só esse recurso não ajuda muito no fator replay do game. Pode ser interessante tentar zerar jogo batendo o score ou usando menos (ou nenhum) continue, mas fora isso não há muito o que fazer depois de finalizá-lo.

Para um port de arcade, a versão do Master não fez feio, tirando a ausência do multiplayer.

GRÁFICOS E SONS

Os gráficos e a trilha sonora foram bem traduzidos para as limitações do console, tendo assim uma boa apresentação. Claro que alguns cortes foram necessários: sprites menores, menor quantidade de inimigos na tela, menor variedade de armas, excluindo uma fase do jogo e a de bônus. Mas, ainda assim, é uma boa versão que não perde a identidade do jogo original.

CONCLUSÃO

No geral, Dynamite Dux pode ser um jogo bem legal para apresentar a quem ainda não conhece o gênero beat ‘em up. Porém, depois disso será difícil que retornem para jogá-lo, ainda mais depois que jogarem Double Dragon ou Streets of Rage.
O jogo é bem divertido, não tem censura e o melhor de tudo: a classificação é LIVRE. Mas vale a pena conferir caso você ainda não tenha jogado fora este clássico obscuro do Master System.

 

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