MIDDLE-EARTH: SHADOW OF MORDOR

21/01/2019

Nossa, fazia muito tempo que eu não colocava meus “pés virtuais” na Terra Média. Durante a era Playstation 2, curti demais os jogos baseados nos filmes, principalmente The Return of The King. Com meu Playstation 3 joguei um outro título que não seguia o roteiro dos livros/filmes, chamado War in The North. E claro que eu também não deixaria de dar boas risadas com Lego The Lord of The Rings (Lego The Hobbit tá na fila de espera).

Apesar de eu adorar a ambientação e a história do jogo, o que me conquistou de verdade em Middle Earth: Shadow of Mordor (ou como foi traduzido aqui no Brasil, Terra Média: Sombras de Mordor) foi o sistema de combate anteriormente utilizado também pela franquia Batman Arkham.

Talion finalizando um Uruk.

Lutar cercado de inimigos é um padrão no jogo e isso não é um problema.

Desenvolvido pela Monolith Productions e lançado pela Warner Bros. Interactive Entertainment para PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One, Windows, OS X e Linux em 2014, com dublagem PT-BR, o jogo soube aproveitar muito bem o sistema Freeflow Combat, já bem amadurecido por Arkham Asylum, City e Origins, fazendo com que seja extremamente prazeroso ver a legião de vilões que nos cerca em diversos momentos do jogo ir perdendo soldados aos poucos, de finalização em finalização. Outro ponto alto na parte da ação é a possibilidade de executar os inimigos de forma furtiva, seja através do arco e flecha ou em um ataque fulminante corpo a corpo. Essas são boas estratégias para diminuir a quantidade de orcs a enfrentar no “mano a mano” ou mesmo acabar com um grupo inteiro sem o risco de ser morto em combate.

Assim como o supracitado War in the North, o roteiro de Sombras de Mordor não segue a história criada por J. R. R. Tolkien, apenas se aproveita do universo para contar alguns eventos que se passam entre O Hobbit e O Senhor dos anéis, além de aprofundar os fatos que acompanharam a forjadura do Um Anel e como se deu o primeiro plano de Sauron.

Talion conversa com o Lord Elfo.

A história começa com o despertar de Sauron que ordena três subordinados que realizem um ritual para invocação do Lorde Elfo. Nesse momento, Talion, um guardião de Gondor, e sua família são capturados pelos vilões e seus uruks. Primeiro são assassinados Dirhael e Ioreth, filho e esposa de Talion, respectivamente, e em seguida o próprio Talion, que assistiu à morte de seus entes queridos sem poder fazer nada. É nesse momento que algo de estranho acontece: apesar de ter sua garganta cortada, Talion fica em algum lugar entre o mundo dos vivos e o dos mortos e sua alma se une a de um elfo que não se recorda de quem foi durante a vida. Essa união faz com que Talion seja amaldiçoado e banido da morte, ou seja, sempre que ele é morto, tempos depois acaba retornando à vida, além de poder utilizar habilidades especiais oriundas do misterioso elfo. Uma dessas habilidades é a de enxergar onde os inimigos estão, até mesmo através de paredes. Algo muito semelhante ao modo detetive dos jogos do Batman mas que visualmente lembra muito o plano em que Frodo entra ao usar o Um Anel. De volta à vida, Talion busca sua vingança contra Martelo de Sauron, Torre de Sauron e Mão Negra de Sauron, os três subordinados do Lorde das Trevas, e todo o exército de uruks, enquanto o misterioso espírito do elfo o ajuda em seu objetivo e tenta encontrar pistas de quem era em vida.
Durante a jornada, encontramos inimigos e fazemos alianças, uma delas sendo com Sméagol, que ajuda o protagonista durante várias das quests principais do jogo.

Torvin, o anão caçador que se torna um dos aliados de Talion.

 

Interrogar inimigos ajuda a conhecer localizações e fraquezas dos líderes.

Um aspecto muito importante deste jogo é a hierarquia dos exércitos de Sauron, pois ela é dinâmica. Durante o gameplay, capitães são derrotados e substituídos, outros comandantes são promovidos por derrotarem o protagonista ou ganharem uma luta contra outro comandante e assim seguimos, tentando enfraquecer cada vez mais os exércitos e mais adiante no jogo até mesmo formar o nosso próprio.

 

Com notas elevadas por parte do público e da crítica, além do prêmio de jogo do ano pela BAFTA, Shadow of Mordor se consolidou como um jogo indispensável para os amantes do gênero e do universo de Senhor dos Anéis, além posteriormente receber expansões com mais história e novos modos que prolongam ainda mais a jogatina.

 

Leia também esse texto sobre Batman Arkham Asylum e saiba mais sobre o jogo que iniciou uma franquia e foi base para o surgimento de outras como Middle Earth e Mad Max:

JOGO DO ANO DE 2009 | BATMAN ARKHAM ASYLUM

Versus Podcast © 2017
%d blogueiros gostam disto: