SILENT HILL ESTÁ POR TODA PARTE… ATÉ DENTRO DO SEU BOLSO | SILENT HILL: PLAY NOVEL!

03/06/2019

 

Silent Hill: Play Novel foi lançado para Game Boy Advance em 2001 (somente no Japão). É uma versão radicalmente diferente do Silent Hill do Playstation, com um estilo próprio de gameplay. Ocasionalmente, o jogador fica envolvido em questões típicas da série, como resolver quebra-cabeças ou fazer escolhas que mudam os finais do game. A recepção do jogo foi, em grande parte, negativa, criticada principalmente pela trilha sonora, por não expressar tão bem a atmosfera de terror da obra.

HISTÓRIA

Silent Hill foi lançando em 1999 para o Playstation e coloca os jogadores no controle de Harry Mason. Após um acidente de carro, ele acorda e descobre que sua filha, Cheryl, desapareceu. Naturalmente, Harry sai em uma busca desesperada pela filha… mas logo fica aparente que existe algo estranho acontecendo na cidade. Está nevando fora da temporada e parece que o lugar se encontra deserto. No entanto, Harry começa a andar pelas ruas vazias e logo vê alguns monstros. Como se isso já não fosse estranho o suficiente, a aparência da cidade parece estar mudando, levando Harry a se perguntar se ele está sonhando ou apenas ficando louco…

Apesar do roteiro seguir a mesma linha do game para o PlayStation, como o nome sugere, Silent Hill: Play Novel é um pouco diferente. Ele muda o jogo, fazendo com que seja jogado como um livro de “escolha sua própria aventura”. Ou seja: você estará lendo um livro interativo e decidindo o destino do protagonista.

GAMEPLAY

A história pode e vai variar muito, dependendo das escolhas que você faz durante a jogatina. Você terá que tomar decisões para seguir no jogo, como se esconder ou lutar contra um monstro. Às vezes, suas escolhas afetam muito a história, mas em outros momentos causam apenas pequenas mudanças. Ocasionalmente, as decisões que você tem que tomar são um pouco estranhas, como perguntar o que é um objeto antes de vê-lo (sua resposta determina o que ele será). Você não precisa se preocupar em tomar decisões erradas durante o jogo, pois nenhuma das opções o levará a uma morte prematura: uma vez que você começou, você joga até o final.

No game existem alguns quebra-cabeças que exigem que você faça coisas como completar um circuito. Se eles aparecessem com mais frequência, seriam um bom ajuste, pois poderiam estar proporcionando uma mudança de ritmo. Mas, com aparecem tão poucos deles, acabam se tornando apenas uma distração.

Você passará a maior parte do tempo lendo textos antes de receber duas ou três opções, para que o Harry saiba o que fazer em seguida. Como pode imaginar, este é um jogo com muitos textos, e como um exclusivo jogo japonês, requer um entendimento do idioma ou uma tradução prática para o inglês.

Durante a aventura o jogador descobre que não é a única pessoa na cidade e encontra vários personagens. Surgem Cybil Bennett, uma policial que veio investigar a cidade depois que toda a comunicação com ela foi perdida; O Dr. Kaufmann, que o cumprimenta enfiando uma arma na sua cara; e a estranha Dahlia Gillespie. Você vai conhecer mais sobre essas pessoas à medida que a história progride e se torna cada vez mais intrigante, envolvendo um culto e uma garota chamada Alessa.

Devido à natureza do jogo ser bastante curta, ele pode ser completado de uma só vez. O roteiro tem várias ramificações que dependem diretamente de nós. Caso você não goste da maneira como as coisas estão indo, aperte o botão Select para o jogo exibir um fluxograma mostrando o caminho até o momento. Com isso é possível voltar a uma decisão anterior e escolher outra opção para levar a história em uma direção diferente.

Quando o jogo estiver concluído, você será recompensado com alguns “Cartões Digitais” de personagens e locais. Os cartões vão variando, dependendo do final que o jogador conseguiu fazer. Não são nada espetaculares, mas fornecem uma indicação de quantos finais foram feitos.

Talvez você não queira deixar o pobre Harry passar por todos os inconvenientes novamente, já que agora o jogo permite que você jogue também com a policial Cybil Bennett. A história de Cybil é mais curta que a de Harry, mas fornece uma interessante versão alternativa dos eventos, com diferentes quebra-cabeças e novas decisões a serem tomadas, bem como outro conjunto de finais.

Existem três slots para salvar no jogo, para que você possa ter um para cada personagem, se desejar.

Originalmente, havia um terceiro personagem que você poderia jogar: um garoto chamado Andy, que era vizinho de Harry e Cheryl. A história dele estava disponível para download através do Mobile System GB de curta duração (e somente para o Japão), mas a Konami encerrou o serviço de download depois de um curto período de tempo. Então qualquer um que espere obter um conjunto completo de cartões digitais ficará frustrado. Pelo menos ainda existem os outros dois personagens para jogar.

O game conta com oito finais para Harry e seis para Cybil, o jogo vai mantê-lo ocupado por um bom tempo, enquanto você vê as diferentes maneiras pelas quais os eventos poderiam ter acontecido.

GRÁFICOS E SONS

Os gráficos do jogo se esforçam para sacrificar a placa de vídeo do GBA ao fazerem sprites animados parecidos com os modelos 3D do primeiro jogo. As cenas durante a narração são feitas com o mesmo motor gráfico dos trailers e cutscenes do primeiro jogo, dando um tom nostálgico e eficiente para fãs da série. Algumas imagens não são completamente estáticas, pois utilizam efeitos simples, como queda da neve.

Acompanhando o texto há uma variedade de fotos. O texto é colocado em cima das imagens, mas você pode fazer isso desaparecer, segurando o botão B, se você quiser uma visão mais clara das coisas.

Uma coisa que você verá com muita frequência é uma tela preta. A escuridão funciona bem em algumas situações (Harry caindo na inconsciência, por exemplo), mas, em outras, parece preguiçoso.

Claro que por se tratar de um pequeno cartucho de GBA, não podemos esperar pelas maravilhosas trilhas sonoras que geralmente acompanham a série. A introdução apresenta o início do tema de Silent Hill, usando efeitos sonoros clássicos como uma porta se fechando, o toque de um telefone, um uivo estridente de um monstro ou simplesmente o som do vento. O silêncio também é efetivamente implementado, para nos situar da forma que um livro teria trabalho para fazer.

CONCLUSÃO

Graças à história, Silent Hill: Play Novel é fascinante. Conta com múltiplos finais alternativos, Puzzles Inteligentes, coleção de cards digitais e ainda há a possibilidade de jogar com a policial Cybil Bennett. Infelizmente, o jogo não é para qualquer um: se você espera um game de terror, horror ou muita ação, não tente nem jogar este jogo, pois ele não faz seu tipo.

Este jogo é como um livro interativo, com uma experiência de degustação de enredo. O game fornece uma maneira diferente de experimentar a missão de Harry Mason para encontrar sua filha, que promove uma grande descoberta de todas as diferentes formas de se alcançar um objetivo, além de diferentes conclusões de uma história, que mudam a cada deslize.

Se você é um amante de leitura ou da série de jogos, experimente este game e desbrave a cidade que nunca dorme: Silent Hill!

 

Por falar em Silent Hill, já leu nosso post sobre o jogo para PlayStation? Leia Já:

UM EXCELENTE LUGAR PARA NÃO SE PASSAR FÉRIAS. BEM VINDO A… SILENT HILL!

 

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