THE LAST GUARDIAN – VALEU A PENA ESPERAR. ❤️

28/02/2018

The Last Guardian

Direção: Fumito Ueda

Produtor: Kasunobo Sato

Plataforma: PS4

Lançamento: 6/12/2016

 

Você já se perguntou o porquê de jogar videogame? Pode-se dizer que é por diversão e para passar tempo. Eu te digo: Joguinhos são para sair da realidade. Viver uma experiência única, se emocionar, se surpreender e, geralmente no fim de horas de jogatina, vem aquela satisfação. É isso que vivenciei jogando The Last Guardian, a bela obra de arte do Fumito Ueda.

Se você é gamer e acompanha essa industrial vital há algum tempo é provável que lembre de Shadow of the Colossus, jogo lançado inicialmente para PS2.  Na época o jogo era belo (acho ele lindo até hoje), tinha uma premissa grandiosa e uma aventura épica: um jovem em seu cavalo, no que poderíamos chamar de “mundo aberto”, buscando derrotar estranhas criaturas (gigantescas). Embora o jogo não desse muitos indícios do motivo de aquele garoto estar tentando destruir os gigantes, e apenas informava que isso traria a moça do altar de volta a vida, quem jogou deve se lembrar que com pouca história o jogo falava muito. Além de uma boa experiência de gameplay e belos gráficos, o jogador ainda buscava soluções subjetivas para o que estava acontecendo naquele mundo. Podemos dizer que adentrar no mundo criado por Fumito Ueda é garantia de uma experiência diferente pra cada jogador.

Mas por que citar Shadow of the Colossus aqui? É Simples, ambos se passam no mesmo mundo. Seguindo espiritualmente narrativas parecidas!

 

Vamos ao que interessa: o jogo The Last Guardian… um dos jogos mais esperados por gerações. Brincadeiras a parte, foram aproximadamente 9 anos pra o jogo tornar-se realidade e, na minha opinião, ele não decepcionou. Fumito Ueda segue a linha de suas franquias mantendo aquela direção de arte com pegada mais artística, misturando o 3D realista com cel shading. Tudo é bem linear, como não poderia deixar de ser. Além da aventura, o carro chefe de The Last Guardian são as resoluções de quebra-cabeças, sendo a única forma de progredir na campanha. Durante a jornada, sua principal companhia, além de pequenos animais, é a criatura com o nome de Trico.

Eu diria que, medida as proporções, o jogo lembra bastante Ico (jogo lançado em 2001 e também Produzido por Ueda e Kanji Kaido). Falando em parceria, seu amigo lembra um cão, mas as vezes se parece uns 60% com um gato. Trico é mega carismáticos e me trás a nostalgia de quando tinha um cachorro(risos)… Como falei anteriormente, ele é uma mistura de vários animais, diversificando a forma de enfrentar os quebra-cabeças e tendo influência total na jogatina e na resolução dos puzzles. O comportamento do Trico lembra muito um animal real, a forma como ele interage com o mundo revela o trabalho primoroso dos desenvolvedores e é perceptível o cuidado que tiveram para que isso refletisse na interação da criatura com o ser atrás do controle.  Graficamente o jogo é lindo, com uma bela direção de arte. O ponto fraco ainda recai na jogabilidade (assim como Shadow of the Colossus e seus problemas de câmeras). É perceptível que foi uma tentativa de dar uma maior realidade ao jogo, mas termina afastando novos jogadores.

 

The Last Guardian, como várias franquias, não é para qualquer um. Mas como foi dito anteriormente, se você quer sair da realidade, se emocionar, suar os olhos (risos) e sentir satisfação no fim de tudo, este é o jogo.

Abraços!

Versus Podcast © 2017