THE LEGEND OF ZELDA: OCARINA OF TIME | JOGO 10/10

27/01/2018

Desenvolvedor:  Nintendo Entertainment Analysis & Development
Plataforma original:  Nintendo 64       Outras: GameCube, Wii e 3DS  

 

O ano de 1998 foi emblemático para os consoles.  Foi um momento em que o vídeo game chamou atenção e mostrou a que veio, temperando com pitadas técnicas o potencial que essa maravilhosa mídia tinha. Com isso, o mundo ganhou mais uma chance de perceber que os jogos eletrônicos poderiam ser mais que uma brincadeira de criança; que eram também uma forma de arte.

 

Se a indústria de jogos existe como conhecemos hoje, a principal responsável por esse feito foi a Nintendo. Quem lembra do Crash de 1983? Eu não… Ainda não tinha nascido. E se você não ouviu falar “dá um Google” aí.. (Risos) Mas, voltando, a BigN acreditou na mídia e no 15 de julho do mesmo ano (1983) foi lançado o console que mudaria o destino dos joguinhos televisivos, o Family Computer, conhecido como NES no ocidente e carinhosamente apelidado de “Nintendinho” no Brasil. Ficou nítido que ao contrário dos jogos do Atari, a Nintendo presou pela inovação e qualidade e este foi o segredo de tanto sucesso. No famigerado ano de 98, sendo mais especifico no dia 21 de novembro (Japão), a mesma lançou o jogo que marcaria a história dos vídeo games e definiria os paradigmas de joguinhos construídos em 3D. O game era: The Legend  of Zelda Ocarina of Time, quinto jogo da franquia.

 

Capa da versão do Nintendo 64

 

O console era o Nintendo 64, o mais potente da geração em hardware. E, ao contrário dos concorrentes, usava como forma de mídia os cartuchos 256 megabit  (32 megabyte), o que tornava seu feito ainda mais o grandioso por conseguir colocar um jogão completo em tão pouco espaço. Lembrando que a principal referência de vídeo game no final dos anos 80 e início dos 90 estava muito atrelada aos jogos de plataforma 2D e essa geração rompeu com essa premissa, trazendo uma perspectiva totalmente nova e funcional para o momento.

 

 

Seguindo a tradição,  o jogo tem seu inicio com a clássica cena do despertar do salvador de Hyrule,  Link.  O jovem e preguiçoso garoto é acordado por um ser de  luz chamado Navi, uma Espécie de fada que tem grande importância na mecânica de batalha que abordaremos mais adiante.  Assim que você começa a controlar o link na Kokiri Forest, fica nítido toda a grandiosidade e o porque de The Legend of Zelda Ocarina of Time ser tão aclamado. Graficamente o game é belo e cheio de seres mágico e luminosos que pairam por toda área.  A construção dos cenários, detalhes e os efeitos de água eram deslumbrantes para a época. Tudo que hoje parece corriqueiro, até então era novo nos consoles e enchia os olhos pra época. Fazendo uma analogia simples e verdadeira: O que Breath of the Wild fez em 2017,  Ocarina of Time fez em 1998.

 

Miyamoto estava inspirado e caprichou demais no design. Seu primeiro cenário propriamente dito é Inside The Deku Tree, um tutorial que faz o jogador se familiarize com as mecânica de gameplay.
Até o controle dito ruim do N64 funciona muito bem, sendo minha única crítica a falta do segundo analógico que, convenhamos, é necessário para praticamente todo jogo 3D. Nesse aspecto, acredito que a Sony saiu literalmente na frente das concorrentes. De forma geral, o layout dos botões foi bem utilizado, contribuindo no fluir das ações e, por consequência, na jogabilidade. O pulo é sensível ao contexto, sendo automático e não havendo um botão para essa ação, sendo uma boa ideia implementada, mas que nem sempre funciona como deveria durante a jogatina. O sistema de Batalha é um ponto muito forte. A dinâmica dos combates possibilita duas formas de confronto: movimentação livre ou utilizando a fadinha despertador. Lembra?

 

Como havia prometido, chegou a hora de falar do personagem mais odiado do game… Brincadeira! Navi tem um importante papel na jogabilidade e na estética em geral, pois além de encher a paciência falando “Hey, listen!!!”, quando paira sobre o inimigo o jogador pode utilizar o botão “Z” para obter informações sobre o oponente ou objeto ou até mesmo mirar no inimigo, fazendo com que a câmera fique fixa, trazendo uma melhor visão do combate e possibilidade de esquivar de ataques.

 

Depois de conseguir as Spiritual Stones (que é quando o jogo verdadeiramente começa), Link finalmente pode viajar entre o passado e futuro, correndo atrás dos sete sábios e seus respectivos medalhões.

 

Quando o jogador chega finalmente ao futuro, presencia o terrível lugar que Hyrule se tornou. Antes, colorido e cheio de vida e agora, sombrio e destruído. Mas como só um boa história não sustenta o jogo, ele possui dezenas de side quests. Enquanto jogava pela “milésima” vez, deixei de fazer as missões principais para mergulhar nas paralelas. Não por demérito ou porque as paralelas fossem mais divertidas, mas pelo fato de tudo no jogo, na medidas proporções para época, ser coeso, interligado e super divertido. O senso de aventura estava nas alturas e fazendo com que você, o player, estivesse naquele mundo. Quem não passou horas brincando nos mini games, caçando heart pieces, pegando Gold Skulltulas ou explorando os vales de Hyrule Field? Inúmeros eram os segredos espalhados pelas áreas, e cada cantinho poderia guardar um tesouro.

 

Resumindo, dadas a inovações implementada por esse game e tudo que foi comentado, “Ocarina of Time” é, com toda a certeza, um dos jogos mais influentes de todos os tempos e indispensável para qualquer pessoa que aprecia essa “industria vital”.

Abraços, galera!

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