UM JOGO DE FLIPERAMA QUE SE ENCAIXA NO SEU BOLSO | FINAL FIGHT ONE

23/11/2018

 

Lançado em 2001 para Game Boy Advance, Final Fight One é o remake de um dos maiores Beat ‘em ups de todos os tempos e o melhor port do jogo de arcade até hoje. Ao contrário da versão de 1990 para Super Nintendo, Final Fight One contém todos os seis níveis do fliperama (incluindo a área industrial) e apresenta os três personagens originais: O equilibrado Cody, o robusto Haggar e o ágil Guy. Além disso, o jogo permite que duas pessoas trabalhem cooperativamente usando dois GBAs e um cabo de ligação.

HISTÓRIA

A história do jogo se passa na fictícia cidade de Metro City, um lugar que há muito tempo tem sido dominado pela violência e pelo crime. Porém, o recém-eleito prefeito da cidade e ex-lutador de luta livre Mike Haggar está totalmente disposto a mudar tudo isso. Mas, para sua infelicidade, a mais terrível gangue do lugar, conhecida pelo nome de “Mad Gear”, ficou sabendo de antemão dos seus planos e, não desejando que nada em Metro City fosse mudado, sequestrou a bela Jessica, filha de Haggar, para poder chantageá-lo. Só que Haggar é um político honesto (só mesmo na ficção para isso existir) e, mesmo com sua filha correndo risco de vida, não irá ceder a pressões impostas pelos bandidos da “Mad Gear”. Ao contrário: lutará para salvá-la, partindo para uma difícil missão onde irá contar com a ajuda de Cody, o namorado de Jessica, e de Guy, um fiel amigo.

PERSONAGENS

Cada jogador poderá escolher um dos três personagens que apresentam as seguintes características de luta:

  • Guy: o personagem mais popular da série Final Fight. Ele é conhecido por vestir um traje laranja, usado no primeiro jogo. Guy é o mais veloz e é o que se dá melhor ao usar katanas. Ele também participa de toda a série Street Fighter Zero (conhecida nos EUA como Street Fighter Alpha) e Super Street Fighter IV.
  • Cody: um habilidoso lutador de rua, amigo de Guy e namorado de Jessica. É caracterizado por ser loiro, trajar calça jeans e camisa branca. É o personagem mais equilibrado entre os heróis: não é tão forte quanto Haggar, mas também não é tão rápido quanto Guy. Entre os três personagens, é o melhor com as facas e possui uma excelente habilidade de arremesso desta arma. Participa como um ex-presidiário no jogo Street Fighter Zero 3 (Street Fighter Alpha 3 nos EUA) e Super Street Fighter IV.
  • Haggar: o prefeito de Metro City, pai de Jessica e um habilidoso lutador de luta livre. É caracterizado por ser fisicamente o mais forte dos heróis e trajar apenas uma calça e nenhuma camisa. Apesar de ser o mais forte, é também o mais lento. Haggar é o melhor ao usar canos e bastões. Ele também aparece como um dos personagens selecionáveis de Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds e em Puzzle Fighter.

GAMEPLAY E DIFERENÇAS DAS VERSÕES ANTERIORES

Final Fight pode ser jogado por um ou dois jogadores simultaneamente, onde cada jogador controla um personagem diferente. Antes do jogo começar, o jogador escolhe um personagem entre os três principais.
As poucas diferenças entre as versões do jogo são algumas mudanças visuais e a censura mantida. Por algum motivo, as duas personagens transgênero Roxy e Poison foram substituídos por punks masculinos genéricos. Isso também aconteceu na versão do Super Nintendo.

Final Fight One possui cores bonitas, bom áudio e ainda adiciona alguns extras interessantes:

  • existe a opção de jogar com Guy e Cody em suas versões dos jogos Street Fighter Alpha.
  • agora há um diálogo antes da batalha contra os chefes. Caso enfrente um deles usando a versão Alpha de um dos heróis, surgirá um diálogo do tipo “mas eu já não derrotei você anos antes?” ou “o que está acontecendo?”. Um toque de humor bobo, mas bem-vindo ao game.
  • há novos gráficos e jogabilidade revisada.

DICA

Mude as configurações do controle: pressione Start para pausar o jogo e depois pressione, ao mesmo tempo, L, R, B e A. Aparecerá um menu chamado “BUTTON CONFIG” que permite alterar as funções de cada um dos botões.

CONCLUSÃO

Final Fight One é bacana porque é dinâmico. Ele não inventou e nem reinventou o gênero, mas eu diria que ele o refinou. O jogo é glorioso, exuberante, expressivo e memorável… bem a cara de Capcom. Toda a criatividade presente no design dá ao game uma sensação de algo muito além de um Beat ‘em up. Além de tudo isso, ainda trouxe muitos extras nesta versão para GBA. O resultado é um dos melhores jogos de porrada já vistos.

 

Por falar em beat ‘em up, já leu nosso post sobre Streets of Rage Remake? Leia Já:

A FÚRIA DAS RUAS ESTÁ DE VOLTA

 

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